Ex-integrante do governo federal e pessoa da intimidade da família do presidente, o ministro do STF, Flávio Dino, foi sorteado para relatar o terceiro inquérito solicitado pela Polícia Federal contra Lulinha, filho de Lula. Nessa terça-feira (4) ele autorizou a abertura do inquérito que vai investigar crimes de tráfico de influência e outros atribuídos a Lulinha. Mas, como era de se esperar, Dino aplicou o antídoto e mandou também a PF investigar o vazamento de informações do caso para a imprensa.
As suspeitas que motivaram o terceiro inquérito aberto em apenas uma semana contra Lulinha giram em torno de uma empresa de tecnologia com contratos de R$ 81,1 milhões com o governo federal. Segundo a PF, Lulinha teria usado seu parentesco com Lula para influenciar na obtenção dos contratos.
O filho do presidente já é alvo de outros dois inquéritos autorizados pelo ministro André Mendonça. No primeiro, a suspeita é de influência indevida e corrupção no processo de flexibilização da cannabis medicinal, com a participação de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
O segundo inquérito autorizado por Mendonça foca na Dataprev. A PF aponta que Lulinha, junto com Antunes e a empresária Roberta Luchsinger, teria atuado para conseguir contratos junto à empresa de tecnologia.





