Único paraibano a votar contra o texto base da Reforma Tributária, o deputado federal Cabo Gilberto (PL) justificou o voto, dizendo que o plenário não teve tempo sequer de ler o texto, antes de um possível debate.
O parlamentar seguiu orientação do partido e de Bolsonaro, que alegou que o projeto tem viés petista. Quem desobedeceu orientação foi o deputado federal Wellington Roberto (PL), que mesmo ligado ao ex-presidente, posicionou-se a favor.
A votação, em dois turnos, aconteceu na noite de ontem (06), em Brasília, depois de intensos debates. O texto tem a relatoria do deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP).
Para muitos, um dia histórico para o desenvolvimento do país, porque as mudanças propostas, teriam o poder de modernizar e simplificar o sistema tributário brasileiro.
Para outros, a reforma é mais um ato político do que prático. O texto teria algumas pegadinhas como a promessa de alíquota zero para a cesta básica, mas ainda com a necessidade de criação de uma Lei complementar, para definir que produtos são considerados parte dessa cesta básica.
Críticos do projeto no Congresso defender que a unificação de impostos trará aumento dos preços dos alimentos, por afetar partes da cadeia produtiva.
“Este é um momento histórico. Nós estamos entregando ao país uma reforma estruturante. Com a reforma, nós queremos um Brasil mais justo, mais rico, que possa distribuir riqueza; que desonere produção, com competitividade e seja gerador de empregos. E que deixe de ser esse país que impõe insegurança ao empresário. Nós queremos ser um Brasil que olha para frente, deixando de ser o país do futuro para ser o país do presente!”, disse o relator Aguinaldo Ribeiro.






