Um dia antes de ser preso pela Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro enviou uma mensagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, pedindo ajuda para que o magistrado viabilizasse um encontro com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para “resolver tudo”. No texto, Vorcaro diz que estavam prestes a “estourar uma bomba atômica” no momento em que ele tentava resolver os problemas financeiros da sua instituição, que seria liquidada pelo Banco Central dois dias depois, em 18 de novembro de 2025.
“Tentar que o galipolo me receba e eu apresente o que vamos protocolar essa semana. Vamos resolver tudo. Não podem estourar uma bomba atômica na hora da solução, não faz sentido pra ninguém. Nem pra ele, nem pro governo, pra economia e nem para o Brasil”
É o que diz o print de uma anotação no bloco de notas encontrada no celular do banqueiro. Segundo as investigações da PF, Vorcaro tirou foto do registro e o enviou para o contato de Moraes em 16 de novembro de 2025. Ao mencionar que não seria bom para o governo, Vorcaro dá indícios das relações com o mandato de Lula, possíveis pautas dos encontros secretos com o presidente da República.
Na noite de 17 de novembro, o banqueiro foi preso pela PF no aeroporto internacional de Guarulhos (SP) quando tentava embarcar em um jato particular para os Emirados Árabes. O plano dele era convencer os investidores árabes a comprar o Master.
Em 18 de novembro, o Banco Central (BC) decidiu liquidar extrajudicialmente o banco de Vorcaro – medida que ele estava tentando evitar nos dias anteriores, como ficou evidente nas trocas de mensagens analisadas pela PF. As movimentações do BC indicam a existência de possível conivência do governo Lula com as irregularidades do banco Master, uma vez que Gabril Galípolo é uma indicação de confiança de Lula.






