Pela segunda vez a direção do PT da Paraíba vetou um nome a vice na chapa de Lucas Ribeiro. O veto da vez foi à coronel Viviane (PSB), escolhida nessa segunda-feira (10) pelo governador. Na semana passada os petistas rifaram o nome do deputado estadual Eduardo Carneiro (PP).
Com foco na reeleição de Lula, único pilar forte do partido no cenário nacional, a presidente estadual do PT, Cida Ramos, assumiu o veto e se desse contra a presença de uma militar na chapa. Os militares são majoritariamente contra Lula pela tolerância do presidente com criminosos, embora Viviane não tenha declarado voto para presidente.
Cida questionou justamente o fato de Viviane, filiada ao partido do governador João Azevêdo e do vice-presidente Geraldo Alckmin, ainda não ter assumido voto no presidente Lula (PT).
“O primeiro compromisso com o PT é abraçar a candidatura de Lula. Ela é do PSB, tem o vice-presidente Alckmin, e ela dizer que não sabe quem vai apoiar, é difícil um posicionamento desse”, argumentou a deputada estadual.
Contexto
Em entrevista recente na rádio Arapuan FM, Viviane Vieira, pré-candidata à Assembleia, excluiu a possiblidade de voto em Flávio Bolsonaro (PL). “Não sou bolsonarista”, disse, sem cravar, naquele momento o apoio à reeleição de Lula (PT).
Entre os argumentos de Cida junto à articulação política de Lucas, a tese de que seria difícil convencer a militância do PT e da esquerda a se engajar no apoio à chapa tendo uma vice militar, carreira cuja maioria dos seus componentes se identifica com o bolsonarismo.
Queda de braço nacional
Diante do veto, a articulação política do governador ponderou sobre os riscos de bancar a escolha que havia sido feita. Principalmente, por considerar os movimentos do senador Veneziano Vital (MDB), em Brasília, junto à cúpula nacional do PT para tentar reverter a aliança petista na Paraíba.
Lucas e seu entorno agora prospectam um nome que consiga atender alguns critérios conceituais, sem melindrar com as demandas políticas e exigências do PT.





