Mesmo estando no governo durante os anos em que o Comando Vermelho e o PCC passaram de facções de bairro para organizações criminosas internacionais, Lula (PT) afirmou que vai combater as duas facções, ao criticar a decisão dos Estados Unidos de classificar os grupos como “terroristas internacionais”.
Durante uma agenda institucional, Lula discursou para apoiadores e, chamando o CV e o PCC de “nossos criminosos”, disse que não aceitaria ser tratado como “moleque” nem como “republiqueta”.
”Estive com Tramp e mostrei quatro documentos a ele, um deles falava de combate ao crime organizado. Seu Marco Rubio não está a lá, porque estava ocupado em defender um filho de Bolsonaro que é pré-candidato a presidente. Mas nós vamos combater internamente o crime organizado. Não precisamos de intervenção dos Estados Unidos”, disse.
O problema é que, há cerca de um ano, o governo americano enviou emissários ao Brasil para colher informações sobre as duas organizações criminosas, ouvindo inclusive integrantes do governo Lula, sobre o que estaria sendo feito. A constatação foi óbvia de que não há nenhuma ação efetiva do governo brasileiro, de enfrentamento ao crime organizado. Pelo contrário, existe omissão de décadas, que permitiu a expansão do CV e do PCC para todos os estados do país e para países vizinhos.
No discurso, Lula não perdeu a oportunidade de atacar o principal adversário na corrida eleitoral, dizendo que Flávio Bolsonaro (PL) traiu o Brasil e foi aos Estados Unidos pedir intervenção.
A declaração foi rapidamente respondida. “Nossos criminosos não Lula. Os seus criminosos. Eu não protejo criminoso. O cidadão de bem do Brasil não protege criminoso. Com a decisão (dos EUA), vocês do CV e do PCC terão que meter o pé do Brasil, do contrário serão neutralizados. Os dias de vocês estão contados. Os seus também Lula”, afirmou o senador do PL, nas redes sociais.





