O governo Lula anunciou, na tarde desta quarta-feira (5), em um evento no Palácio do Planalto, o Plano Nacional Contra a Desertificação, Estatuto de Mudanças Climáticas. O programa no entanto, ignorou a tragédia do Rio Grande do Sul e suas causas. A cerimônia contou com a participação da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, e do próprio Lula.
O programa inclui decretos para melhorar o preparo das cidades para enfrentar chuvas e enchentes, mas nada que auxilie diretamente, o Rio Grande do Sul – Estado que passa pela maior tragédia climática de sua história.
“Ficou claro que faltou o básico, um plano para enfrentar o que aconteceu no Rio Grande do Sul. Um plano de emergência climática. Detalhe importante: o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, estava aqui, mas não assinou nada. Dos 10 decretos, ele não assinou. Chamaram outros governadores da região amazônica para fazer um pacto contra as queimadas”, disse a analista Lana Canepa, do grupo Bandeirantes de Comunicação.
Sobre as queimadas, Canepa ressalta que a ministra Marina tinha números relativamente bons para apresentar, embora os índices de desmatamento no serrado e no Pantanal, no ano passado, não tenham sido muito bons.






