Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado, com adesão de sindicatos de todos os estados do país, informou a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).
Em nota, os Correios disseram ter adotado um “Plano de Continuidade de Negócios” para reduzir os impactos da greve aos clientes. “Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país”, disse o documento.
Crise financeira
Os Correios estão há 15 trimestres consecutivos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões.
O prejuízo do segundo trimestre, no entanto, foi menor que o registrado nos dois trimestres anteriores: o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. O resultado indica um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira da empresa, que teve prejuízo recorde no primeiro trimestre deste ano.
Banco do Brasil e Caixa Econômica também entram em greve
Empregados do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal entraram em greve nessa quinta-feira (10). A paralisação foi confirmada após os bancários dessas duas instituições rejeitarem a proposta de convenção coletiva de trabalho apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Já empregados de bancos privados, do Banestes e do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) decidiram aceitar o acordo coletivo e suspenderam a paralisação. A proposta apresentada pelos bancos prevê reajuste de 0,6% em 2026 e 2027, além da reposição da inflação sobre salários e vales-refeição e alimentação.






