Em uma partida em que renunciou ao direito de propor o jogo, entregou a bola ao adversário e marcou muito mal, o Brasil foi eliminado pela Noruega/Haaland. Se muitas chances de gol, os noruegueses se valeram da categoria extra classe do seu centroavante Erling Haaland, que teve duas oportunidades e fez dois gols. O Brasil também teve duas grandes chances, mas desperdiçou as duas.
Aos 13 minutos do primeiro tempo, o Brasil teve um pênalti a seu favor, para abrir o placar e passar a comandar o jogo. Porém o meia Bruno Guimarães bateu muito mal, para a defesa do goleiro Orjan Nyland. A partir do pênalti perdido, o time brasileiro recuou e passou a tentar explorar contra-ataques, permitindo o domínio da posse de bola aos noruegueses.
No segundo tempo, Endrick entrou no lugar de Mateus Cunha, aos 12 minutos, para a vibração da torcida. Mas no primeiro lance mostrou porque o técnico Carla Ancelotti o tem como um jogador para o futuro. Foi lançado por Vini Jr e teve quase meio campo para avança sozinho, cara a cara com o goleiro Nyland, perdendo o gol mais fácil da copa até o momento, chegando a se atrapalhar com a bola.
O castigo veio aos 34 minutos, após mudanças infelizes de Ancelotti, que colocou Neymar em campo, deslocando Endrick para uma função lateral de marcação. Justamente no lado em que Endrick estava, nasceu a jogada que resultou em um cruzamento com extrema liberdade do lateral, para o gol de Haaland. Aos 44 minutos, apenas 10 minutos depois, Haaland recebeu na frente da grande área e, mais uma vez mediante a marcação frouxa do Brasil, teve tempo e espaço para olhar para o gol e escolher o canto, batendo de fora da área para fazer 2 a 0.
Já nos acréscimos, aos 52 minutos, o árbitro marcou pênalti para o Brasil e Neymar diminuiu. Ao marcar o gol, ao invés de pegar a bola e correr para o meio campo, na tentativa de ter um ou dois ataques a mais, Neymar foi bater boca com o goleiro norueguês, perdendo tempo e chamado para si um protagonismo que foi alvo de duras críticas após a derrota.
Eliminado, o Brasil amarga o maior jejum de sua história desde que foi campeão do mundo pela primeira vez. A sexta queda seguida para uma seleção europeia em Copas deixa o time de Carlo Ancelotti com a pior classificação desde 1990, quando caiu para a Argentina também nas oitavas de final. Por coincidência, no Mundial da Itália, quando o atual treinador da Seleção defendia as cores da Azzurra.






