Temendo prejuízo eleitoral, o presidente Lula (PT) anunciou, nesta terça-feira (12), o fim da “taxa das blusinhas”, criada por ele mesmo em 2024, tendo que se contradizer com relação ao argumento da época da criação. A “taxa das blusinhas” é o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, feitas em sites como Shein e Shopee, cobrado através do programa Remessa Conforme, que integra a política econômica do Governo Lula.
A partir de quarta-feira (13), as compras até este valor não pagarão imposto. A mudança foi realizada por meio de Medida Provisória (MP) assinada por Lula e que será publicada no Diário Oficial da União.
A cobrança foi iniciada em agosto de 2024. Na ocasião, Lula dizia que não era justa a competição dos produtos chineses com os produtos nacionais, sem pagar imposto e que a medida tinha o objetivo de proteger o mercado nacional, além dos empregos que ele gerava. Hoje, Lula diz que o imposto não faz sentido, que o valor é insignificante e que não faz nenhuma diferença no mercado nacional.
O fato é que, apenas nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão em imposto de importação com as encomendas internacionais, segundo a Secretaria da Receita Federal. Isso representa um crescimento de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,43 bilhão. Também representa novo recorde para janeiro a abril. Ou seja, na senha arrecadatória do governo Lula 3, os valores que entraram nos cofres da União são significativos, mas podem custar caro nas tentativa de reeleição do petista.
Reação da Oposição
A medida do governo recebeu rápida reação da oposição, que apontou o oportunismo eleitoreiro do presidente, mesmo caindo em contradição entre a criação e a revogação da “taxa das blusinhas”.
“Seria ótimo se a gente tivesse eleição todo mês. Porque assim o Lula faria sempre o que é certo. Taxou as compras internacionais o tempo todo e agora revoga só por conta da eleição. Passou três anos sem combater o crime organizado e agora anuncia que vai combater, a seis meses do fim do mandado. Só revela a prática mentirosa dele e do PT”, criticou o senador Flávio Bolsonaro, durante a posse do novo presidente do TSE, fazendo referência também ao programa de combate ao crime organizado, anunciado nessa segunda-feira (12) por Lula.





