Após a classificação heroica contra Santa Cruz, em Pernambuco, na segunda fase da Copa do Brasil, o Sousa perdeu de 2 a 0 para o CRB nesta quinta-feira (12) e foi eliminado da competição. Os dois gols do Galo da Praia foram marcados nos acréscimos do segundo tempo, gerando revolta da direção do Dino contra a arbitragem. A partida aconteceu no Estádio Marizão, casa do Sousa.
O primeiro tempo terminou sem gols e tudo mudou quando, aos 14 minutos da segunda etapa, o atacante Veraldo, do Sousa, fez um gesto obsceno em direção ao banco de reservas do CRB. O técnico Eduardo Barroca, do CRB, reclamou e o quarto árbitro relatou o episódio ao árbitro principal, que decidiu expulsar o jogador.
A decisão gerou cerca de dez minutos de confusão em campo e se prolongou porque Veraldo resistiu a deixar o gramado e ainda partiu em direção à comissão técnica do CRB.
Com um jogador a menos, o Sousa sentiu a expulsão. O CRB aproveitou e marcou o primeiro gol aos 48 minutos com Mikael e, já aos 55 minutos, Guilherme Pato ampliou.
Com o resultado, o CRB avança para a 4ª fase da Copa do Brasil e vai enfrentar o Figueirense Futebol Clube na próxima etapa da competição. O Sousa deixa a competição.
Após o jogo, presidente Aldeone Abrantes denunciou a ocorrência de interferência externa na arbitragem, que motivou a expulsão de um jogador do Sousa já nos acréscimos e facilitou o jogo para os dois gols do adversário.
“A informação que eu tenho, e vou buscar isso, é que houve interferência externa na expulsão do meu atleta. Soube também de que tanto o atleta fez o gesto como o treinador do CRB. As informações que a gente tem também. O atleta nos segurou, de que o treinador do CRB usou termos racistas contra o atleta do Sousa, por isso da revolta dele na expulsão. Ele, pela humildade dele, não quer se meter na questão”, disse Aldeone.
O presidente se referiu especificamente ao quarto árbitro da partida, Bruno Monteiro. Para ele, o árbitro paraibano teria sido determinante para a expulsão do jogador do Sousa após um gesto obsceno em direção ao banco do CRB. Na ocasião, Aldeone ainda pediu o banimento do juiz.






