Os policiais civis presos na Operação Perfidius, realizada nessa terça-feira (02), em João Pessoa, faziam apreensão de droga nas bocas de fumo de uma facção criminosa, fingindo estar combatendo o tráfico e vendiam a droga para os traficantes da facção rival. Além disso, eles alimentavam os traficantes aliados com informações sobre como a polícia iria agir para prendê-los, como forma de proteção aos faccionados.
Os detalhes da investigação foram revelados em uma entrevista coletiva realizada no final da manhã, pelo delegado Geral da PC-PB, André Rabello. Na operação foram presos os delegado Braz Morroni, além dos agentes de investigação Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca” e Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”.
Segundo o delegado, a investigação começou em dezembro de 2025, quando um traficante procurou a polícia e denunciou ter sido roubado pelos policiais civis, revelando o suposto esquema criminoso praticado pelos policiais. “Nós somos servidores públicos, treinados e pagos pelo Estado para defender a população de crimes como o tráfico de droga e outros que decorrem deste. Não podemos admitir que servidores usem a estrutura e os salários públicos para ajudar criminosos. Se combatemos o crime fora, faremos o mesmo dentro da instituição, cortando não da própria carne, porque carne podre não nos pertence, mas cortando os que trabalham contra a população”, disse o delegado Geral.
Segundo a investigação, o agente Everton seria o responsável por organizar as apreensões da droga que era revendida de volta ao tráfico. O agente Eduardo fazia a logística do esquema, enquanto o delegado era uma espécie de gerente, que dividia os lucros e coordenava as ações. Além dos três policiais, a operação prendeu seis traficantes que foram beneficiados pelo esquema:
- João Wicttor Alves de Lima
- Brendo Roberth Fernandes Sobral
- Paulo Ricardo Barbosa de Souza, vulgo Galinha)
- José Alexandrino de Lira Júnior (vulgo Júnior Lira)
- Vanessa Dantas Fernandes
- Dankennedy Vieira Brito da Silva (vulgo Babau)
Preventiva mantida
Os presos na operação passaram por audiência de custódia na tarde dessa terça-feira (02) e a justiça manteve as prisões preventivas, decretadas para embasar juridicamente a operação que resultou nas prisões. O delegado e os dois agentes de investigação foram levados para o presídio especial do Valentina de Figueiredo. Os outros traficantes foram levados ao Presídio do Róger.





