Em mais um ato de censura à opinião, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente da Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal (Unafisco), Kleber Cabral, seja ouvido pela Polícia Federal, após o classista fazer críticas ao ministro. As críticas foram em relação à investigação sobre acessos ilegais a dados de ministros da Corte e seus parentes.
A ordem veio após entrevistas de Cabral à imprensa, criticando a operação da Polícia Federal (PF) que, na última terça-feira (17), realizou buscas e apreensões contra servidores acusados de realizar os acessos ilegais. Moraes se esconde atrás do sigilo do processo para não deixar claro se a ordem de depoimento está relacionada à investigação ou às declarações de Cabral à imprensa.
Por determinação de Moraes, os servidores investigados devem cumprir diversas medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.
Em nota divulgada após a operação, a Receita Federal esclareceu que as operações de busca realizadas pela Polícia Federal se basearam em informações fornecidas pelo próprio órgão.






