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Relatório da CPI do MST acusa movimento de várias irregularidades

Votação do relatório foi adiado por manobra da banca governista

Redação OxentePB por Redação OxentePB
21 de setembro de 2023
em Política
Relatório da CPI do MST acusa movimento de várias irregularidades

Brasília (DF) 24/05/2023 Reunião da CPI do MST. Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

O relatório da CPI do MST acusa o movimento de várias irregularidades. Já concluído pelo relator, deputado Ricardo Salles (PL-SP), o relatório seria votado na sessão dessa quarta-feira (20), mas a votação foi adiada por conta de um pedido de vistas coletivo, feito pela bancada governista que participa da CPI, como manobra para adiar a votação. A discussão e votação do parecer ficou então para terça-feira (26).

Após a leitura do relatório e o pedido de vista, o presidente do colegiado, tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS), rapidamente encerrou a sessão, sem que houvesse tempo para os deputados se manifestarem.

Na reunião desta quinta-feira (21), Salles apresentou um resumo do relatório no qual acusa o movimento de uma série de irregularidades, como práticas de abusos contra assentados e privilégios de dirigentes. Além disso, o relator acusa o MST de se apropriar de recursos públicos.

O relator também afirma não haver a necessidade de, ao menos nesse momento, se aumentar as áreas destinadas à reforma agrária. Na avaliação de Salles, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) “é o maior latifundiário improdutivo do país”.

O deputado prometeu apresentar anexos ao relatório detalhando o que, na sua visão, seriam crimes praticados por integrantes do movimento.

Salles pede ainda o indiciamento de 11 pessoas. Entre elas, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Gonçalves Dias e José Rainha, líder da Frente de Luta Campo e Cidade. O deputado sugeriu ainda que o presidente do  Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), Jaime Messias Silva, seja indiciado.

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